quinta-feira, 23 de março de 2017

Campanha da paz!



ENXADRISTAS  DE TODO O BRASIL,
UNÍ-VOS!
Não esqueçam que somos uma família!

A caçada vai começar!


Essa deve ser a capa do novo livro Caçada ao Tigre de Aço, que trata do match da Final de Candidatos de 1971, em Buenos Aires, quando Bobby Fischer enfrentou Tigran Petrosian. É um esboço e não se deve considerar as orelhas e contra -capa, que são de O Escudeiro de Caíssa. Deve sair em junho próximo.

Korchnoi!

Por Fernando Melo
Korchnoi (E) com seu maior rival: Karpov

Victor Korchnoi começou a jogar xadrez aos 14 anos e assim foi, só deixando após 70 anos de atividade ininterrupta. Ninguém fez tanto em número de partidas oficiais: 4.415! Karpov, por exemplo, tem um saldo de 3.561 partidas, enquanto Kasparov chega a 2360. 
Hoje, 23 de março, é o aniversário de nascimento desse grande jogador russo, que terminou seus dias como cidadão suiço. Ele nasceu em 1931 e faleceu ano passado, aos 85 anos.

Vivi aquela época em que Korchnoi disputou contra Karpov partidas homéricas pelo Camnpeonato Mundial edm 1978 e 1981. Lembro que o Mundial de 1981 foi jogado nas Filipinas, na cidade de Baguio. Nessa época eu trabalhava no jornal A União, como editor de política e tinha uma coluna diária de xadrez, quando não existia internet e os jornais do Sul pouco falavam de xadrez. Para acompanhar as partidas eu me servia do teletipo do jornal (não existe mais) e os lances chegavam de três em três. No match de Baguio, eu estava acompanhado, a meu convite, de Paulo Luna (um jogador talentoso que, infelizmente, deixou a Paraíba e de quem nunca mais tive noticias).  


Aconteceu um caso difícil de esquecer mas o detalhe principal não lembro agora, ou seja, qual foi a partida em que Korchnoi cegou um mate, e eu e Paulo vimos aqui, com o tabuleiro armado. O mais curioso vem agora:


No outro dia, o jornal A União estampava na sua página de esporte o seguinte título: Korchnoi cega o mate! Pois bem, o Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, sem saber o titulo de A União, publica na manchete: Korchnoi cega o mate!

Momentos assim são inesquecíveis e sinto uma imensa saudade do xadrez que se usava a cabeça para pensar, e não a máquina, como hoje! Sou a favor do xadrez romântico, e como diria meu amigo Ivson Miranda: o velho sonhador, um dos últimos remanescentes da escola de Don Quixote! 

Fotos em vídeo do Memorial!

Vídeo produzido por Cláudia Aquino, contendo fotos de sua autoria, produzidas no Aberto do Brasil - VIII Memorial Bobby Fischer, ocorrido no Littoral Hotel.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Sobre a palestra Fischer-Karpov

Por Fernando Melo

Os amigos enxadristas Ozymandia e Jales manisfestaram interesse sobre o conteúdo de nossa palestra a respeito de Fischer não ter jogado com Karpov em 1975, quando estava em jogo a coroa de campeão do mundo. Vejamos se consigo resumir o que disse na palestra que fiz no último dia 17. manhã de sábado, no terraço (4º andar) do Littoral Hotel:

1) Com o falecimento de Alejandro Alekhine, em 1946, a cadeira de campeão do mundo ficou vazia. A FIDE assumiu a responsabilidade e determinou em 1948, um torneio entre cinco jogadores, cujo vencedor seria o campeão do mundo. Como sabemos, o russo Miguel Botvinnik foi o vencedor.
1a) De Botvinnik até Spassky, se passaram 24 anos com os russos ganhando sempre, até que apareceu Bobby Fischer.
1b) Todos os campeões continuram jogando xadrez profissional depois da conquista da coroa, em torneios internacionais, simultâneas, ou apresentações diversas.
2b) A única exceção foi exatamente Bobby Fischer. Depois que derrotou Spassky, nunca mais(!) Fischer jogou xadrez profissional.

2) Se o imperador Julio Cesar disse: "Defender o que ganhou é mais dificil do que ganhá-lo", Tigran Petrosian, numa entrevista em 1977 faz uma observação mais consistente: Quando uma pessoa alcança o seu desejo, o seu ardor esfria. Isso é inevitável. Quando você fica mais velho você fica saciado, e a acuidade de seus instintos é gradualmente apagada.

3) Muitos jogadores que acompanharam o match Fischer-Spassky (1972), aumentaram sua conta bancária, como confessa o genial GM argentino Miguel Najdorf, que foi bem remunerado para conceder entrevistas na televisão sobre o encontro de Reykjavik. O GM iugoslavo Svetozar Gligoric fez um contrato milionário com uma  editora para que ele escrevesse um livro sobre o match. A primeira edição teve uma tiragem de 50 mil exemplares! E Bobby quanto ganhou? Nenhum dólar! Simplesmente ele desapareceu! Claro que podia ter ganho muito com suas apresentações, mas não quis mais jogar xadrez.

4) Diante do exposto, posso lembrar que os possíveis candidatos a desafiar Bobby Fischer em 1975, estavam entre os mais cotados da "jovem guarda"  o alemão Robert Hubner (tido como favorito), os russos Karpov e Savon, e o brasileiro Mequinho. Sem esquecer o próprio Spassky, Korchnoi e Petrosian, da "velha guarda".
(CONTINUA)

terça-feira, 21 de março de 2017

Termina promoção do Escudeiro




Como havíamos noticiado em fevereiro,  a promoção do livro O escudeiro de Caíssa seria encerrada ao término do VIII Memorial Bobby Fischer. Portanto, no início de abril, o livro passará a custar 30 reais.Lembramos que não haverá uma nova edição. Isto tem um significado histórico, considerando que é o primeiro livro que se escreve sobre xadrez na Paraíba. Assim, quem tiver um exemplar em sua biblioteca particular,fica sabendo que existem apenas mais 314 pessoas em todo o Brasil com o mesmo, quando for esgotada essa primeira e única edição.  

segunda-feira, 20 de março de 2017

VIII Memorial Bobby Fischer - A premiação!

MI Luís Coelho (SC)  com o Vereador Luís Paiva,
que dá nome ao Troféu de Campeão!

O campeão MI Luís Coelho com sua
namorada Carina Boesing

MI Yago Santiago (PE), 2º lugar, com o
MF Marco Asfora, Vice-Presidente da CBX

MI Iack Macedo (RN),  3º lugar, com seu pai e
Vice-Presidente da CBX, Máximo Macedo

O pódio do VIII Memorial Bobby Fischer, composto pelos 3 MI's presentes ao evento!

GM Felipe El Debs (SC), 4º lugar, com Marco Asfora

MF Francisco Cavalcanti (PB), 5º lugar,
com Petrov Baltar, Presidente da FPBX

MF Sílvio Cunha (CE), 6º lugar, com
Máximo Macedo 

MN Paulo Barbosa (PB), 7º lugar,
com Marco Asfora

MF Rafael Ventura (RJ), 8º lugar,
com Fernando Melo, decano do xadrez paraibano

CM Luciano Zallio (BA), 9º lugar, com
Máximo Macedo

MN Dawton Lemos (CE), com seu conterrâneo e
expoente do xadrez cearense, Wellington Jr.

José Braga, representando o MF Roberto Andrade (RN),
melhor Sênior, ao lado do MF Francisco Cavalcanti

Marco Asfora (PE), melhor veterano,
com Fernando Melo

Suzana Chang (SP), melhor feminino,
com o MF  Luismar Brito (PB)

Lucas Ramonn (RN), melhor SUB-18,
com Petrov Baltar

Pedro Moura (PE), melhor jogador sem ELO FIDE,
com Marco Asfora

Alexandre Macedo, melhor U1900,
com seu irmão Máximo Macedo

Composição da mesa de encerramento do evento.

Sempre fiel!

Por Fernando Melo

Joguei o Bobby Fischer, nessa sua VIII edição. Duas vezes de brancas e três de negras, já que na primeira rodada fui bye, e obtive 50% dos pontos... Coincidentemente com as brancas, joguei com adversários mais fortes, numa média de 200 pontos a mais... A foto acima, da competente Claudia Aquino, de Fortaleza, mostra minha espera pelo adversário, na noite do último sábado. Tive durante a tarde uma partida longa e trabalhosa, que foi a última a terminar na terceira rodada e que durou pouco mais de 4 horas. Menos de duas depois estava de volta ao tabuleiro, Fiquei tão excitado, sem tirar a partida da tarde da cabeça que não quis vir para casa, Preferi jantar no restaurante do hotel.

Com o passar dos anos comecei a entender que jogador amador não deve sofrer com resultado. Isso fica para profissional. O importante é jogar bem, ou tentar jogar bem. Mas, na prática, não é bem assim. Vi, por exemplo, três jogadores que não ficaram para a cerimonia de encerramento, chateados por não conquistarem os pontos que desejavam, ou esperavam. Jogaram abaixo da sua média e isso os magoou bastante.

Sei que é difícil de superar, é uma questão cultural, que envolve entre outras coisas,  a autoestima, o orgulho, a vaidade e a satisfação de ter que dar aos colegas. Precisamos mudar essa forma de pensar e agir, para o bem do nosso próprio xadrez. Uma coisa me parece certa: não existe mais adversário fraco. É errado pensar que sendo seu Elo maior, você vencerá a parida. Como é errado, você ter um Elo menor e já entrar perdido. O Elo é importante, mas, se fosse assim, Magnus Carlsen nunca perderia uma partida. E descendo para o nosso mundo, lembrem que aqui acolá, vemos um tropeço de alguém forte contra um fraco.

Portanto, devemos sempre lembrar que xadrez é prazeroso e, no meu caso, é prazeroso demais jogar a Abertura Bird  Não importa o adversário. A propósito, tenho algumas partidas jogadas ao longo do tempo, que deixaram gratas surpresas pela maneira como foram conduzidas... Jogar sem pensar em resultado, se vitória, derrota ou empate, jogar pelo prazer de jogar, é esse o caminho ideal para nós mortais. Deixemos  a tarefa de precisar vencer para os profissionais.

domingo, 19 de março de 2017

MI Luís Coelho é campeão do VIII Mem. Bobby Fischer!

MI LUÍS COELHO COM SEU TROFÉU DE CAMPEÃO, AO LADO DO VEREADOR LUÍS FLÁVIO PAIVA

O MI gaúcho Luís Coelho sagrou-se hoje campeão do Aberto do Brasil - VIII Memorial Bobby Fischer, ao vencer na 6ª rodada o MI Yago Santiago, conquistando assim o Troféu Vereador Luís Flávio Paiva e o prêmio de R$ 1.500,00. Veja aqui a classificação completa do torneio. Amanhã traremos a cobertura da rodada final e da cerimônia de premiação.

VIII Mem. Bobby Fischer - Yago lidera!

MI Yago Santiago, a um empate de vencer o Memorial!
O MI Yago Santiago, de Recife, passou a liderar o Aberto do Brasil - VIII Memorial Bobby Fischer após vencer de forma categórica o GM Felipe El Debs, na 5ª rodada. Quem viu a partida, seja presencialmente ou através do chess-results, não deixou de elogiá-la, ante o seu nível técnico e agudeza, que culminaram numa bela vitória do mestre pernambucano, digna de ser prestigiada por todos aqueles que acompanham o Memorial. Na última rodada que está sendo disputada nesta tarde, Yago, com 5 pontos, joga contra o MI Luís Coelho, seu adversário direto pelo título, dado que o mesmo soma 4,5  pontos. Quem vencer é o campeão, sendo o empate, contudo, suficiente para Yago levar o troféu. Um pelotão de 11 jogadores com 4 pontos disputam as outras posições premiadas da competição. O torneio pode ser acompanhado pelo chess-results (link), no qual também é possível ver fotos de Claudia Aquino, referentes às rodadas já disputadas (link).

VIII Mem. Bobby Fischer - 3 lideram!

Panorama de uma das alas do salão de jogos do torneio

Após 4 rodadas do Aberto do Brasil - VIII Memorial Bobby Fischer, 3 jogadores lideram com total aproveitamento, somando, portanto, 4 pontos. São eles, o GM Felipe El Debs, o MI Yago Santiago e o MI Luís Coelho. Os 2 primeiros estão se enfrentando na mesa 1, na manhã deste domingo, pela 5ª rodada, enquanto o terceiro joga na mesa 2 contra o MI Iack Macedo, que tem 3,5 pontos. O melhor paraibano até aqui é o MN Paulo Barbosa, que joga contra o veterano e competitivo MF Marco Asfora, na mesa 3, tendo ambos também 3,5 pontos. A última rodada acontecerá a partir das 15 horas de hoje. O torneio pode ser acompanhado pelo chess-results (link), no qual também é possível ver fotos de Claudia Aquino, referentes às quatro rodadas já disputadas (link).

sábado, 18 de março de 2017

VIII Mem. Bobby Fischer - Diversos líderes!


O Aberto do Brasil - VIII Memorial Bobby Fischer segue em andamento no Littoral Hotel e, passadas 2 rodadas, 21 jogadores têm aproveitamento pleno, dividindo assim a primeira posição. Estão no rol dos líderes, dentre outros, o 10 melhores ranqueados, o que mostra que temos ainda muita disputa pela frente. Na terceira rodada, que acontece nesta tarde de sábado, os confrontos deverão definir melhor o panorama daqueles que disputarão o título, nas 3 rodadas que ainda temos pela frente. O torneio pode ser acompanhado pelo chess-results (link), no qual também é possível ver fotos de Claudia Aquino, referentes às duas primeiras rodadas (link).